Amaraji, no início do século XX, possuía uma vasta extensão territorial. Fazia parte do município, os territórios de Cortês, Primavera e o distrito de Aripibu que pertence a Ribeirão. O município contava ainda com 61 engenhos bangüês que fabricavam açúcar e aguardente. Entre 1888 a 1953, chegou a possuir sete usinas: Aripibu, Bamburral, Bosque, Cabeça de Negro, Bonfim, Pedroza e Liberato Marques.
ARIPIBU - Em 1888, a usina realizou sua primeira moagem. O distrito de Aripibu pertencia, na época, ao município de Amaraji. A indústria foi fundada por Leocádio Alves Pontual, casado com Ana Joaquina dos Santos e, pelo falecimento desta, com Maria Amélia de Lima Mattos.

BAMBURRAL - Localizada no município de Amaraji, a usina se localizava a 7 km de distância da estação de trem de Aripibu e a 70, de Recife. Foi fundada em 1889 por José Pereira de Araújo, coronel da guarda nacional, por uma concessão doada em 1888. José Pereira de Araújo veio residir no engenho Bamburral, propriedade de seu pai, também chamado de José Pereira de Araújo. Ele reformou o engenho, instalando um maquinário moderno.

BOSQUE - Fundada no engenho do mesmo nome, no município de Amaraji, entre os anos 1885 e 1890. Seu fundador foi José Manuel dos Santos Pontual e seu filho, na época formando a empresa Dr. M. Pontual & Cia. A indústria era do tipo meio aparelho e sua capacidade era de 20.000 toneladas por safra.

CABEÇA DE NEGRO - Em 1888, José Manoel dos Santos Pontual e seu filho João Manoel dos Santos Pontual Júnior fundaram a usina Cabeça de Negro que inaugurou seu parque industrial naquele ano moendo pela primeira vez. Estava localizada no centro da melhor zona açucareira do estado de Pernambuco, compreendida nos municípios de Amaraji e Escada.

UNIÃO E INDÚSTRIA - Em 1895, ela iniciou suas atividades. Situada no município de Escada, foi fundada em pelo major da Guarda Nacional Manoel Antônio dos Santos Dias, proprietário da Usina Santa Philonila, no engenho Jundiá. Primeiramente recebeu o nome de Santa Philonila; depois Bom Fim; Santos Dias e por fim União e Indústria. Até o início do século vinte pertenceu ao mesmo dono, passando então para a propriedade de Luiz Dubeux.

A usina União e Indústria pertenceu a Amaraji até o ano de 1907, quando o coronel Santos Dias, seu proprietário, que também era prefeito de Escada, conseguiu que ela passasse a pertencer ao município de Escada.
PEDROZA - Suas atividades foram iniciadas em 1891. Localizada no, então, distrito de Cortês que pertencia a Amaraji, foi fundada por três genros e um filho do coronel Manoel Gomes da Cunha Pedroza, o Barão de Bonito: João de Siqueira Barbosa Arcoverde, Suiterbo Barbosa de Siqueira Arcoverde, José Belarmino Pereira de Melo e Antônio Parízio da Cunha Pedroza. Eles receberam uma concessão para construir a usina no engenho Flor da Ilha.

Para administrar a usina foi criada a firma Arcoverde, Pereira e Parízio. A empresa funcionou bem até a morte do Barão de Bonito e o desligamento dos sócios João Siqueira Barbosa Arcoverde e Suiterbo Siqueira Barbosa Arcoverde em 1901. A usina ficou sob a gerência de José Piauhylino que a conduziu até o seu falecimento em 1906. Em 1910, a usina foi vendida para o coronel Arthur de Siqueira Cavalcanti e seu sócio Antônio Minervino de Moura Soares. O coronel Arthur de Siqueira Cavalcante foi o fundador da usina Caxangá em 1894 e era pai de Carlos de Lima Cavalcante que foi interventor federal do Estado. Em 1917, Antônio Minervino vendeu a sua parte, ficando o coronel Arthur Siqueira Cavalcanti como único proprietário até a sua morte aos 54 anos, em 1918. De 1918 a 1965 a usina foi dirigida por seus filhos e genros. Em 1929, a usina possuía um grande número de propriedades agrícolas, com capacidade de produção de 70.000 toneladas de cana. Tinha uma via férrea de 34 quilômetros, cinco locomotivas e 110 carros e vagões. Possuía capacidade para processar 500 toneladas de cana e fabricar 4.000 litros de álcool e 22 horas de funcionamento. Na época da moagem trabalhavam na fábrica cerca de 200 operários. Nos anos de 1945 a 1955, havia na usina o Cine Pedroza, composto por 230 cadeiras, exibindo filmes às quartas-feiras e domingos. Nos filmes de Carlitos e do Gordo e o Magro o cinema ficava lotado. Em 1965, a usina foi vendida a um grupo composto por Severino Barbosa de Farias, seu filho Antônio Farias, Torquato de Castro, José Cordeiro de Castro, Leonardo do Monte, Rubem Monte e Aluízio Freire. Os novos donos acabaram com as estradas de ferro e locomotivas (transformados em ferro-velho), compraram tratores e caminhões e iniciaram a construção de estradas de rodagem. Com a morte do seu pai Severino Farias e o desligamento da empresa dos outros sócios, Antônio Farias passou a ser o único proprietário da usina, na qual fez grandes transformações tornando-a mais moderna. Substituiu todo o maquinário, construiu uma destilaria de álcool (25.000 litros/dia), silos e comprou propriedades. De 1965 a 1982 a Usina Pedroza dobrou sua capacidade produção de cana e passou de 200.000 sacos de açúcar para 500.000. Em 1982, Antônio Farias tendo que administrar duas destilarias no Rio Grande do Norte, a usina Pedroza e um mandato de deputado federal por Pernambuco, passou a responsabilidade administrativa da usina para seu filho Eduardo Farias, que, juntamente com sua mãe Geralda Farias, são os atuais proprietários e administradores da usina Pedroza.
LIBERATO MARQUES - Localizada no município de Amaraji, teve sua fundação iniciada em 1921, pelo Dr. Liberato José Marques, filho do Coronel Liberato José Marques, engenheiro e proprietário dos engenhos Palmares, Bom Conselho, Riacho de Pedra, Prata e Vila Acioly. O Dr. Liberato Marques foi ajudado neste empreendimento pelo seu grande amigo e benfeitor, o senhor Henrique Marques de Holanda Cavalcanti, o Barão de Suassuna, que lhe forneceu algum maquinário e emprestou dinheiro para construção de sua usina. Porém, os débitos e as constantes crises das usinas de açúcar fizeram com que esta tivesse vida muito curta, moendo apenas duas safras. Ela foi desativada entre 1927-1928 antes da criação do IAA.
tenho muita saudade da usina banburral onde mi criei. pena que derrubaran todas casas hje so esiste o bueiro. toinho de aripibu
ResponderExcluirquem tive mas imformação sobre os engenho antigo de Amaraji ou fotografia mande copia para mim pelo meu e-mail jacildosantos@gmail.com para eu colocar no museu municipal de amaraji que esta passando pelo uma reforma estrutural e de perça,história da cidade etc....o sR. TOINHO SE TIVE FOTOS ANTIGA SOBRE AMARAJI MANDE UMA CÓPIA PARA MIM PELO O E-MAIL ACIMA fico muito grato por ver tudo isso que eu não vie na história de amaraji.
ResponderExcluirO Sr.Gladisson também podemos fazer um elo de imformação sobre a história de Amaraji se tive por favor mande pra mim pelo o meu e-mail jacildosantos@gmail.com fotos antigas da cidade de amaraji,história,engenhos ( no proximo ano nós também estamos fazendo o trabalho do centenário da imagens do padroeiro de amaraji são josé.Onde nós estamos fazendo uma história sobre a mesma se o senhor estive fotos da trardicional festa do padroeiro de Amaraji,fotos de prosissão festa etc. Para o meu e-mail
ResponderExcluirparabéns pelo os trabalho nesse Blog, muito lindo toda história desse blog att; jacildo santos
Saudades da Usina Caxangá, para onde minha mãe e meus tios me levavam, quando menino.
ResponderExcluirSaudades da Usina Caxangá, para onde minha mãe e meus tios me levavam, quando menino.
ResponderExcluirMuitas vezes, voltava para casa, no engenho Macaco - sítio Quatro cantos, de carona, nos caminhões da usina. aquilo, para mim, era muito divertido. Quando vou lá, fico olhando o local onde situava a indústria e me pego à imaginar e criar imagens de como tudo aquilo era. Até perece poso ver a usina moendo.
Elcio Teixeira - Cortês/PE
Como era bom o tempo da usina de cabeça de negro! Quem tiver fotos mim mande pelo meu e-mail ssalatiel.rodrigues@ Gmail .com
ResponderExcluirTenho saudades de quando eu ia buscar os santos no engenho,para a procissão,no caminhão de lixo.
ResponderExcluirO caminhão de carregava lixo durante a semana,era limpo para carregar as do matador para a feira.
Meu nome é Rita era conhecida em amaraji como "moça"filha de dona Maria e seu Antônio,estudei no grupo dom Luiz de brito(1969/1972).pegava água na cacimba de Bernardo e seu Gonzaga, tenho muitas saudades daquele tempo.
ResponderExcluirSe alguém for dessa época entrar em contato comigo 81 98990-4587
Parabéns pelo nobre trabalho.
ResponderExcluirMe chamo Vagner Silva e sou apaixonado pelas histórias dos engenhos de nosso Pernambuco.
Que maravilha. Pois a família do meu avô, viveu essa vida. Llucio Pereira da Silva e meu pai Manoel Pereira da Silva.
ResponderExcluirBoa Tarde! Lendo aqui a matéria sobre os engenhos ,me chamou a atenção O engenho bamburral. Gostaria de maiores informações sobre o Sr José Pereira de Araújo , rendeiro,proprietário, Morador.Obrigado.
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